Pesquisa mostra 2º turno mais apertado entre Lula e Flávio Bolsonaro, e a bolsa reage
Lula 46%, Flávio Bolsonaro 45%, dentro da margem de erro de 2 pontos. No dia seguinte à pesquisa, o Ibovespa fechou aos 187.422,92 pontos, alta de 0,44%. A relação entre os dois números não é opinião, é precificação.
Fran Romancini
Educadora Financeira · CPA-20 · 20 anos no sistema financeiro
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O que aconteceu
Divulgada na segunda-feira, 21 de setembro, uma nova pesquisa BTG/Nexus, que entrevistou 2.006 pessoas entre 18 e 20 de setembro e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00485/2026, mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) num cenário de segundo turno, com 46% das intenções de voto contra 45%. Dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, o resultado é um empate técnico. No primeiro turno, a mesma pesquisa mostra Lula com 39% e Flávio com 34%, diferença que já fica fora da margem de erro. No pregão seguinte, terça-feira, 22 de setembro, o Ibovespa (principal índice da bolsa brasileira) fechou em alta de 0,44%, a 187.422,92 pontos, num dia que também trouxe a ata do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).
O número que importa
A aproximação da corrida no segundo turno, puxada principalmente pela melhora de desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas mais recentes, teve repercussão direta no pregão. Segundo o BTG Pactual, o mercado ficou de olho no cenário eleitoral, com a proximidade do primeiro turno, em 4 de outubro, deixando os investidores no que o mercado chama de "compasso de espera". Faltam agora dez pregões até 2 de outubro, a última sessão antes da votação.
O que isso muda no seu bolso
Entender por que uma pesquisa de intenção de voto move o preço de uma ação não depende de opinião sobre qual candidato seria melhor para o país. O mecanismo é direto: cada candidato carrega um conjunto diferente de sinalizações sobre política fiscal, arcabouço de gastos e relação com o Banco Central, e o mercado precifica antecipadamente a probabilidade de cada cenário se concretizar. Quando uma pesquisa muda essa probabilidade, mesmo dentro da margem de erro, o preço dos ativos se ajusta na mesma hora, antes mesmo de qualquer voto ser contado.
Esse é o motivo pelo qual as próximas semanas tendem a trazer mais oscilação do que o normal na bolsa e no câmbio, sem que isso reflita, sozinho, uma mudança na economia real do país. Para quem tem renda fixa, a recomendação de sempre continua valendo: decisões de longo prazo não devem se apoiar no humor do mercado num pregão específico, movido por uma pesquisa que ainda pode mudar várias vezes até outubro.
Fontes
- Pesquisa BTG/Nexus de intenção de voto, divulgada em 21 de setembro de 2026, Lula (PT) em 46% e Flávio Bolsonaro (PL) em 45% no segundo turno, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, registrada no TSE sob o número BR-00485/2026: Poder360.
- Resultado do primeiro turno na mesma pesquisa, Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 34%: CNN Brasil.
- Fechamento do Ibovespa em 22 de setembro de 2026, alta de 0,44%, a 187.422,92 pontos: Reuters, via CNN Brasil.
- Comentário do BTG Pactual sobre o "compasso de espera" do mercado até o primeiro turno, em 4 de outubro: Reuters.