PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre e supera as apostas do mercado
O IBGE divulgou nesta terça-feira o resultado do Produto Interno Bruto do segundo trimestre. A economia cresceu 0,5%, no topo da faixa que os analistas projetavam, e isso entra direto na conta do Copom, que se reúne em 15 e 16 de setembro.
Fran Romancini
Educadora Financeira · CPA-20 · 20 anos no sistema financeiro
Publicado em
Atualizado em
O que aconteceu
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, às 9h, o resultado do Produto Interno Bruto do segundo trimestre. A economia brasileira cresceu 0,5% na comparação com os três meses anteriores, um resultado no topo da faixa que os analistas projetavam, entre 0,3% e 0,5%.
O número que importa
No acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB avançou 1,9%, e o valor total da economia chegou a R$ 3,4 trilhões no período. No primeiro trimestre do ano, o crescimento havia sido de 1,1%, então o ritmo desacelerou, mas ficou acima do que se temia.
O que isso muda no seu bolso
Esse número entra direto na conta do Copom (o comitê do Banco Central que decide a Selic, hoje em 14,00% ao ano), que se reúne em 15 e 16 de setembro. Uma economia crescendo mais forte do que o esperado tira espaço de um corte de juros, porque atividade em alta tende a pressionar a inflação lá na frente. Isso pesa direto para quem está decidindo entre travar uma taxa prefixada nas próximas semanas ou esperar o pós-fixado seguir o CDI (o indicador que acompanha a Selic): quanto menor a chance de corte, menos urgência para travar uma taxa alta agora.
Fontes
- PIB do segundo trimestre de 2026, alta de 0,5% e valor de R$ 3,4 trilhões: IBGE, divulgado em 1º de setembro de 2026, às 9h.
- Faixa de projeções dos analistas entre 0,3% e 0,5%: cobertura InfoMoney, 1º de setembro de 2026.
- Taxa Selic em 14,00% ao ano: Banco Central do Brasil, consultado em 1º de setembro de 2026.
- Calendário da reunião do Copom em 15 e 16 de setembro de 2026: Banco Central do Brasil.