Com R$ 20.000 de saldo, quem deixa no FGTS tem R$ 27.920 em cinco anos. Quem saca a parcela anual e aplica num CDB a 100% do CDI tem R$ 31.274, R$ 3.354 a mais. Demitido no terceiro ano, o primeiro recebe R$ 22.855 de saldo mais a multa. O segundo recebe só a multa, e R$ 14.528 ficam presos.
R$ 3.000 em 10 parcelas sem juros, com o dinheiro rendendo num CDB a 100% do CDI enquanto as parcelas caem, custam na prática R$ 2.855,57. Qualquer desconto à vista acima de 4,8% paga menos do que isso. Em 12 parcelas, a barra sobe para 5,8%. Em 6, cai para 3,0%.
R$ 20.000 num CDB a 100% do CDI rendem R$ 4.958 líquidos em dois anos. Os mesmos R$ 20.000 abatidos de um financiamento de carro a 25,6% ao ano evitam R$ 11.551 de juros. Acima de 11,7% ao ano de custo efetivo, antecipar vence a aplicação. Quase todo contrato de pessoa física está acima disso.
R$ 30.000 num CDB IPCA+ 7,50% rendem R$ 144 a mais que num CDB 100% do CDI em dois anos, e R$ 525 a mais em três, se a inflação seguir o que o mercado projeta. Se a inflação cair rápido, a conta inverte. O ponto de virada tem número.
R$ 30.000 num CDB simples de 100% do CDI pode render mais, líquido, do que no Tesouro Selic, mesmo com a Selic acima do CDI. A taxa de custódia explica a virada, e ela nunca aparece na hora de comparar taxas de cabeça.
Em dois anos, o CDB prefixado só vence se o CDI médio ficar abaixo de 13,20% ao ano. Com a Selic em ciclo de queda, essa conta já pesa mais para um lado do que parece à primeira vista.
Com a mesma taxa bruta de 100% do CDI, cinco formatos de renda fixa entregam cinco valores líquidos diferentes, só por causa da estrutura de imposto. A diferença entre o melhor e o pior caso passa de R$ 600 em dois anos, sobre R$ 10.000.
Uma é isenta, a outra não. Existe um único número que resolve essa comparação para qualquer par de taxas, e ele muda mais do que parece conforme o prazo.